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Nova Ducati Panigale V4 S, uma viagem de moto

A gente deve muitas coisas, nessa vida, ao trabalho. Você pode até reclamar do seu, mas ele ajuda no pagamento das contas, nos conecta a outras possibilidades profissionais e, em alguns casos, dá presentes. No jornalismo mesmo, já ganhei vários.

Desde que virei a direção da minha carreira para o setor automotivo, tive a oportunidade de fazer muitas viagens legais. Dirigi carros esportivos e off-road que jamais imaginei tocar o volante. E com as motos, aos poucos, tem acontecido o mesmo.


Recentemente, conquistei mais um carimbo no meu “passaporte profissional”: pilotei a Nova Ducati Panigale V4 S. Essa moto tem muito mais do que um design belo e agressivo. A V4 S mostra que quebrar paradigmas faz parte da vida. Mundialmente conhecida pelos motores dois cilindros em L, a Ducati desenvolveu um com quatro pistões posicionados em um ângulo de 42º em V – garantindo ainda mais potência e respostas brutais para a superesportiva.

Descrever uma moto em números é como ver uma praia paradisíaca apenas por fotos. Para entender a emoção de pilotar a Ducati V4 S é preciso colocar jaqueta, luvas e capacete, dar a partida, engatar a primeira marcha e “enrolar o cabo” sem dó. Essa, sim, é a melhor forma de entender como pulsa esse novo coração da Panigale mais avançada da história da marca.

Com 214 cavalos e 12.6 kgfm de torque, a moto acelera como poucas máquinas, nesse universo. O que pode ser perigoso para os menos experientes. É aí que entra a tecnologia. Se esse for o caso, você terá à sua disposição suspensão dianteira e traseira eletronicamente ajustável, 3 modos de condução, controle de tração, freios abs de curva, além de pneus Pirelli Supercorsa SP 200/60 ZR 17 – desenvolvidos especialmente para a V4. Seguindo a tradição dos modelos do Moto GP, eles contam com poucas ranhuras e muita área de contato pra aderência máxima. Tem mais um tempero italiano nessa receita. Ah, caso, mesmo assim, algo saia errado, a tecnologia estará o tempo todo ao seu lado.

Quer mais uma curiosidade? O peso foi distribuído em 54.5%, na dianteira, e 45.5%, na traseira. O que segundo a Ducati melhora ainda mais a ciclística e a performance.

Ainda não conseguiu sentir a minha empolgação? Então, aperte o play pra ver os detalhes da moto e ouvir as aceleradas que dei no autódromo de Interlagos, em São Paulo.


Como exclusividade é pra poucos, a Panigale V4 S (versão intermediária vendida na Europa) custa R$ 109.990. Um valor alto para a grande maioria dos brasileiros, inclusive os jornalistas viajantes.

Resumo dessa minha “viagem”: pilotar a Panigale V4 S era um sonho desde que ouvi os primeiros rumores do projeto. Agora, como não posso comprar uma pra enfeitar a minha garagem ou sala, só me resta esperar a próxima missão.

Ah, se você não se identificou com a história que eu contei, no começo do texto, talvez seja hora de repensar a sua carreira e acelerar em direção a outros desafios. Tomar esse tipo de atitude pode ser tão bom quanto andar de moto. 🙂

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.