Última Marcha

(Vídeo) Testamos a Nova Honda XRE 300 2020

Se você acha a sua vida é difícil, imagine a da Honda XRE. Ela começou a ser produzida, no Brasil, em 2009 para substituir, numa tacada só, a Tornado 250 e a NX4 Falcon – duas estrelas da marca. Apesar da labuta, a XRE 300 faz bem o dever de casa e lidera com folga a categoria. Foram quase 25 mil unidades vendidas, no ano passado, contra 17.270 da Yamaha Lander 250.

A moto, produzida na Zona Franca de Manaus, recebeu um facelift na linha 2019, quando completou 10 anos. Além da carenagem com linhas retas e dos grafismos mais modernos, ela fez uma boa dieta e emagreceu 5,4 quilos. O peso total, agora, é de 148 quilos.

No quesito tecnologia, ela tem iluminação full led (farol, piscas e lanterna traseira), além de painel 100% digital com consumos instantâneo e médio, velocidade, rpm, nível do combustível e relógio. Muita coisa, né? Mas faltou o indicador para mostrar qual das cinco marchas vocês está usando. Fato!

E no dia a dia? Como é o comportamento da moto?

Para não se preocupar em abastecer toda hora, a XRE 300 conta com um tanque de 13,8 litros de capacidade. Vai encarar um trecho off-road? Você contará com quase 26 centímetros de altura do solo até a base do motor. Já as suspensões saem de fábrica com 245 mm de curso, na dianteira, e 225 mm, no sistema traseiro Pro-link. O banco, em dois níveis, tem 86 centímetros de altura. Mais um ponto para o confiro.

O motor flex, com 300 cilindradas, 25,6 cavalos de potência e 2,8 quilos de torque quando abastecido com álcool, tem força para todas as situações. E com relativa economia. Em nosso teste, em uma combinação cidade x fora de estrada, a média ficou em 28,6 km/l.

Concluindo a nossa conversa, eu gostei da suspensão e dos freios da XRE 300. Com uma boa combinação de conforto e segurança. A modernização do modelo caiu bem e a iluminação full led, juntamente com o painel digita, dá um ar atualizado para  a motoca. Mas como falamos lá atrás, faltou mesmo um indicador de marcha e uma sexta engrenagem para soltar o motor, em velocidades mais altas.  

Ficha técnica:

Comprimento x Largura x Altura: 2.195 x 838 x 1.215 mm

Distância entre eixos: 1.417 mm

Peso Seco: 148 kg

Motor: DOHC, 291,6cc, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecimento a ar

Potência máxima: 25,4 cv a 7.500 rpm (Gasolina) / 25,6 cv a 7.500 rpm (Etanol)

Torque máximo: 2,76 kgf.m a 6.000 rpm (Gasolina) / 2,80 kgf.m a 6.000 rpm (Etanol)

Transmissão: 5 velocidades

Tanque de combustível: 13,8 litros (3,9 l reserva)

Suspensão dianteira/Curso: Garfo telescópico / 245 mm

Suspensão traseira/Curso : Pro-Link / 225 mm

Freio dianteiro/Diâmetro: a disco / 256 mm com ABS

Freio traseiro/Diâmetro: a disco / 220 mm com ABS

Pneu dianteiro: 90/90 – 21

Pneu traseiro: 120/80 – 18

Preços (sem frete):

XRE 300 Rally: R$ 18.590

XRE 300 ABS: R$ 19.090

XRE 300 Adventure: R$ 19.090

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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sergio

Possui duas, 2015, 2017 ótima motocicleta, pena que na rodovia anda pouco, máximo 130, fora isso acho que não tem para as concorrentes. Hoje possuo uma NC 750x, caso a Honda lançasse uma XRE 500 ou 600, com certeza compraria. Falam que motociclista não tem juízo, sai de uma bmw f800 por problemas mecânicos, e para não ficar sem moto peguei uma XRE, e vivemos dois anos em perfeita harmonia andando mais de 20 mil kms. Sobre a atual, continua linda, e com certeza com a nova parte tecnológica vai melhorar muito.

Paulo Toscano

Absurdo uma moto 300 nao ter indicador e marcha. Ridiculo

Edilson Biá

Trabalho em uma a oito anos e gosto da moto, tanto que comprei uma em 2016.
Acho também que falta indicador de marcha e uma marcha a mais para velocidade.

Messias Leite

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Messias Leite

Tenho uma 2019, uma máquina que atende minhas necessidades. Compraria novamente e recomendado.

adrianocarvalho

Tive uma 2011 (e deu o famoso problema de cabeçote) e agora estou com uma 2017. Acho excelente na cidade, anda e é econômica, fica nessa média da matéria mesmo. Senti uma boa queda no torque dela em relação a antiga, mas ainda cumpre bem o papel.

Quanto ao indicador de marchas, seria legal, todavia nunca senti só falta disso, só dou uma rápida olhada no painel pra ver a velocidade, NÃO FAZ FALTA! Agora o que faz falta realmente é a sexta marcha, dá pra sentir que o motor ainda tem torque, poderia rodar mais solto a 120/130. ISSO SIM FAZ FALTA

Osmar Santana

Tive uma 2011.
Rodei com ela até 2013, quando vendi com 86.000km sem nenhum problema.
Excelente motoca.

Flávio Lopes

Tenho uma adventure 2019, está com 2 mil km, e nao sei quando devo trocar o óleo.