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Novo Honda Accord: o sedã de luxo que faz até 25 km/l

O Novo Honda Accord e:HEV é um carro híbrido bem diferente dos que a gente tem testado nos últimos anos. Não apenas pelo seu design e porte (algo que ele tem de sobra), mas pela tecnologia.

O modelo flagship da marca, no Brasil, é equipado com três motores, dois elétricos e um 2.0 a gasolina. A forma como eles funcionam é que muda a regra do jogo para te oferecer uma condução confortável e bastante econômica. Cheguei a fazer 25 km/l, alternando entre o centrão de São Paulo e um trecho rodoviário. Nada mal para um sedã desse tamanho. Se quiser um modelo menor, a gente também acompanhou o lançamento do Novo City.

Votando à nossa conexão com o sistema híbrido e:HEV da Honda, ele pode operar de três modos. No EV Drive, o carro se move unicamente com a força de um dos motores elétricos, porém por 1,5 km.

Já no Hybrid Drive, a tração é feita, somente, pelo mesmo propulsor elétrico de 184 cv e 32,1 kgfm de torque. O outro motor é, na verdade, um gerador de energia acoplado ao 2.0, de ciclo Atkinson, com 145 cv e 17,8 kgfm. São esses caras que alimentam as baterias, instaladas sob o assento traseiro, na maioria das situações.

Por fim, há o modo Engine Drive. Em velocidades de cruzeiro, acima de 110 km/h, o motor a combustão pode se conectar às rodas, por meio de um sistema de embreagem. Mas isso é raro de acontecer. Vai por mim.

Dianteira do Novo Accord – Honda Divulgação

Na prática, é como dirigir um carro elétrico, porém sem tanta suavidade. Quanto mais você acelera, mais o motor 2.0 vibra e faz barulho. Como qualquer outro da sua espécie. Por outro lado, você terá um carro, ainda assim, muito econômico e sem grandes gastos com manutenção, no futuro. Afinal, a bateria é pequena e montada em módulos. Se um der problema, dá para substituir apenas a parte danificada.

As médias de consumo são de 17,6 km/l, na cidade, e 17,1 km/l, na estrada. Isso de acordo com o INMETRO. No ICS, Instituto Clayton Sousa, consegui bem mais do que isso. (Risos). Cheguei a marca de 25 km/l, em um ciclo misto.

Conforto a bordo

Claro que o Novo Accord e:HEV é muito mais do que um sedã grande e com boa autonomia. O modelo que deu início aos trabalhos da Honda no Brasil, em 1992, é completão. Vendido em apenas uma versão, ele vem com central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, carregador por indução, painel digital, ar-condicionado dual zone, chave por presença (com partida dos motores à distância), além do Honda Sensing. O pacote de condução semiautônoma, ostenta o assistente de permanência em faixa, bem mais preciso na identificação da sinalização no asfalto, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal e frenagem autônoma de emergência. O carro só não dirige sozinho porque a legislação ainda não permite. Baita evolução!

Interior do Novo Accord – Honda Divulgação

A segurança é reforçada pelos 8 airbags, além dos competentes controles de tração e estabilidade. Em relação aos design externo, o carro passou por um facelift. Ganhou novos para-choques, iluminação Full Led e rodas mais modernas, 17 polegadas.

O bom nível do acabamento interno também é de série. Na lista, materiais de toque suave e bancos em couro confortáveis, ventilados e com regulagens elétricas – com memória. O teto solar (que poderia ser panorâmico) completa a lista de mimos a bordo.

Traseira do Novo Accord – Honda Divulgação

Bom, depois de dirigir mais de 200 km com o novo Accord e:HEV, posso dizer que ele é um sedã de luxo para pessoas racionais. O modelo passa a segurança técnica de um Honda, projetado para te acompanhar durante toda a sua vida. O excelente pós-venda da marca consolida esse sentimento.

O sistema híbrido é bem interessante, mas senti falta de uma maior autonomia no modo 100% elétrico. A instalação de baterias maiores com tecnologia plug-in, como as usadas pela Volvo, deixaria o sedã ainda mais interessante – e econômico. Até porque o preço dele, a partir de R$ 305.900, já órbita entre os concorrentes premium.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Ranielycarvalho

O meu e 2013 e ja fiz 50 km/l