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Carros europeus terão imposto de importação reduzido em 50%

A boa notícia é pra quem gosta de carros europeus: eles podem ficar mais baratos em breve. O Ministério das Relações Exteriores divulgou detalhes do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Em comunicado, o Itamaraty informou que, em razão do interesse público nas negociações concluídas entre os dois blocos, foi decidido publicar os cronogramas de liberalização recíproca.

Com as novas regras, o Brasil pode ter direito a importar 32 mil veículos europeus, por ano, com pagamento de 17,5% da tarifa de importação (metade da alíquota atual, que é de 35%). Essa condição será adotada nos primeiros sete anos do acordo, que totaliza 15 anos. A intenção é que o índice seja reduzido a zero até o fim desse período. Por outro lado, as taxas de importação do café brasileiro irão despencar, com as novas regras. O que, consequentemente, irá aumentar a produção e comercialização do produto nos países europeus.

Outros países-membros do Mercosul também irão se beneficiar com as mudanças: A Argentina, por exemplo, passará a ter direito de importar, nas mesmas condições, 15.500 veículos por ano; o Uruguai, 1.750 e o Paraguai, 750. Atualmente, o Brasil tem acordos de redução de impostos com o México e a Argentina.

Mas, atenção! As novas regras serão válidas apenas para carros europeus. Automóveis importados de países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Coreia do Sul e China, irão continuar com a taxa de importação de 35%.

Mas se você sonha mesmo é com um BMW, Mercedes-Benz, Volvo, Audi, Peugeot, Renault ou Porsche, essa poderá ser uma boa oportunidade. Até porque, nos últimos dois anos, o constante aumento nos preços de carros 0km, impactou o mercado automobilístico. Com a tarifa de importação reduzida a zero, o preço final do veículo importado nessas condições será similar a de um automóvel fabricado no Brasil.

Apesar das notícias serem boas, ainda não há uma data definida para as novas regras entrarem em vigor. O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi firmado em 2019, mas a negociação ainda não foi formalmente concluída. A ratificação deve ocorrer após as eleições na França, em 2022. O país é um dos líderes da UE.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Leandro

Ou seja, seguimos como a eterna colônia produtora de matérias primas.

Exportamos o café em grão e depois compramos cápsulas para as maquinas europeias de café. Vendemos o minério de ferro e depois compramos o carro.

Ao final quem sai ganhando são sempre eles e nós ficamos com os prejuízos econômicos, sociais e ambientais deste comercio injusto.

As nações europeias são verdadeiras ratas que nos iludem com um falso discurso humanista e suas eventuais esmolas.

Djaneide

É verdade

Erlan

Para que possamos ser exportadores de manufaturados demanda de reestruturação da nossa educação. Nossa educação é engessada e arcaica.
Veja que no mundo todo as aulas já começaram e aqui ainda segue capenga, com universidades de medicina e odontologia (caso da minha filha, UFF) que já está no final do 3° período sem ter nenhum contato direto. Tudo prq as reitorias preferem trabalhar de casa, óbvio.
Como serão estes futuros profissionais?
Isso é só pra exemplificar. Esse é nosso país! Muita coisa pra melhorar!

Sam

E o Brasil virando um fazendão.